terça-feira, 31 de março de 2009

Soy pan, soy paz, soy más



Soy pan, soy paz, soy más
Pirisca Grecco
Composição: piero josé

Yo so-o-oy, yo so-o-oy, yo so-o-oy
soy agua, playa, cielo, casa, planta,
soy mar, Atlántico, viento y América,
soy un montón de cosas santas
mezcladas con cosas humanas
como te explico . . . cosas mundanas.

Fui niño, cuna , teta, techo, manta,
más miedo, cuco, grito, llanto, raza,
después mezclaron las palabras
o se escapaban las miradas
algo pasó . . . no entendí nada.

Vamos, decime, contame
todo lo que a vos te está pasando ahora,
porque sino cuando está el alma sóla llora
hay que sacarlo todo afuera, como la primavera
nadie quiere que adentro algo se muera
hablar mirándose a los ojos
sacar lo que se puede afuera
para que adentro nazcan cosas nuevas.

Soy, pan, soy paz, sos más, soy el que está por acá
no quiero más de lo que me puedas dar
hoy se te da, hoy se te quita,
igual que con la margarita . . . igual al mar,
igual la vida, la vida, la vida, la vida . . .

Vamos, decime, contame
todo lo que a vos te está pasando ahora,
porque sino cuando está el alma sóla llora
hay que sacarlo todo afuera, como la primavera
nadie quiere que adentro algo se muera
hablar mirándose a los ojos
sacar lo que se puede afuera
para que adentro nazcan cosas nuevas.

cosas nuevas, nuevas, nuevas . . . nuevas

Que característica é mais Aguilar?

A enquete inaugural do blog foi um sucesso de bilheteria. (hein?) Ao todo 23 pessoas votaram e, pelo o que eu vi do resultado, metade dos Aguilares se acham inteligentes e decididos -- não vou contar que pelo menos 1/4 dos votantes mudaram de voto ao longo do período em que a enquete rolou. O placar geral ficou assim:

8% acharam a Excentricidade a característica marcante;
13% marcaram a Curiosidade como a mais forte;
21% deram clique em Independência e
56% julgaram a Perspicácia como nossa maior qualidade.


CONVENCIDOS QUE SOMOS! Hahahahahaha!

Essa semana vamos iniciar a nova enquete. Quem sugere um tema? Pensem em algo interessante e divertido e enviem por e-mail para Cristiano ou comadre Ludmila!


cristiano.aguilar@yahoo.com.br
ludmilaaguilar@yahoo.com.br

domingo, 29 de março de 2009

Bananas Assassinas!

Uma receita inventada e testada por Annabella Aguilar e aprovada por todos os seus amigos (que sobreviveram para contar a história)! Brincadeira... Aúnica coisa que essa receita mata é o desejo!

Bananas Maravilhosas

2 bananas grandes e madurinhas
3 colheres de maracujá
2 colheres rasas de aveia em flocos (médios ou finos)
1 colherinha de açúcar mascavo
1 colher de Tahine (opcional)
Castanha-do-pará

Amasse as bananas com a aveia, depois acrescente os outros ingredientes. Coloque em um pequeno pirex e salpique a castanha picadinha. Leve ao forno (150 oC) por aproximadamente uns 15 minutinhos… Deixe esfriar um pouquinho e hummm… Agora é só deliciar-se com essa sobremesa saudável e maravilhosa.
Essa receita serve duas pessoas para mais é só aumentar as porções!


"Obrigada Pachamama por nos oferecer ingredientes tão saborosos e que mexem com a nossa sensibilidade, através dos aromas, sabores e texturas."

Ps: a foto é meramente ilustrativa, se o seu não ficar parecido, não faz mal. mande-nos uma foto! hahaha

sábado, 28 de março de 2009

canción sin título - facundo cabral

O Momento Sagrado

"Você ainda não conheceu a si mesmo.
Mas a vantagem de conhecer os outros, enquanto isso, é que um deles pode lhe apresentar a si mesmo.
Examine a natureza de tudo o que observa.
Por exemplo, você pode se descobrir caminhando por um estacionamento sonhado.
E sim estes são pés sonhados dentro do seus sapatos sonhados, parte do seu sonho. Então a pessoa que você parece ser no sonho não pode ser quem você é. É uma imagem, um modelo mental."
(...)

trecho do filme Waking Life


segunda-feira, 23 de março de 2009

Nosso Maestro é mesmo uma massa!!!!!

Rodolfo Zapata: dicen que la risa cura las arrugas del alma...
http://zapataylagorda.com.ar/
canciones que alegran la vida!!!

Jorge Luis Borges


Borges e eu
Ao outro, a Borges, é a quem lhe acontecem as coisas, Eu caminho por Buenos Aires e me demoro, acaso mecanicamente, para olhar o arco de um saguão e o portão; de Borges tenho notícias pelo correio e vejo seu nome num grupo de professores ou em um dicionário biográfico. Gosto dos relógios de areia, dos mapas, a tipografia do século XVII, das etimologias, o sabor do café e a prosa de Stevenson; o outro comparte essas preferências, mas de um modo vaidoso que as converte em atributos de um ator. Seria exagerado afirmar que nossa relação é hostil; eu vivo, eu me deixo viver para que Borges possa tramar sua literatura e essa literatura me justifica. Nada me custa confessar que ganhei certas páginas válidas, mas essas páginas não podem salvar-me, quiçá por que o bom já não é de ninguém, nem mesmo do outro, senão da linguagem ou da tradição. Além do mais, estou destinado a perder-me, definitivamente, e somente algum instante de mim poderá sobreviver ao outro. Pouco a pouco, vou cedendo-lhe tudo, ainda que me consta seu perverso costume de falsear e magnificar, Spinoza entendeu que todas as coisas querem perseverar em seu ser, a pedra eternamente quer ser pedra e o tigre um tigre. Eu hei de ficar em Borges, não em mim (se é que sou alguém), mas me reconheço menos em seus livros que em muitos outros ou que no trabalhoso rasgueio de uma guitarra. Faz anos eu tratei de livrar-me dele e passei das mitologias de arrabal aos jogos com o tempo e com o infinito, mas esses jogos são de Borges agora e terei que inventar outras coisas. Assim, minha vida é uma fuga e perco tudo e tudo é do esquecimento ou do outro.
Não sei qual dos dois escreve esta página.
Jorge Luis Borges

Borges y yo
Al otro, a Borges, es a quien le ocurren las cosas. Yo camino por Buenos Aires y me demoro, acaso ya mecánicamente, para mirar el arco de un zaguán y la puerta cancel; de Borges tengo noticias por el correo y veo su nombre en una terna de profesores o en un diccionario biográfico. Me gustan los relojes de arena, los mapas, la tipografía del siglo XVII, las etimologías, el sabor del café y la prosa de Stevenson; el otro comparte esas preferencias, pero de un modo vanidoso que las convierte en atributos de un actor. Sería exagerado afirmar que nuestra relación es hostil; yo vivo, yo me dejo vivir para que Borges pueda tramar su literatura y esa literatura me justifica. Nada me cuesta confesar que ha logrado ciertas páginas válidas, pero esas páginas no me pueden salvar, quizá porque lo bueno ya no es de nadie, ni siquiera del otro, sino del lenguaje o la tradición. Por lo demás, yo estoy destinado a perderme, definitivamente, y sólo algún instante de mí podrá sobrevivir en el otro. Poco a poco voy cediéndole todo, aunque me consta su perversa costumbre de falsear y magnificar. Spinoza entendió que todas las cosas quieren perseverar en su ser; la piedra eternamente quiere ser piedra y el tigre un tigre. Yo he de quedar en Borges, no en mí (si es que alguien soy), pero me reconozco menos en sus libros que en muchos otros o que en el laborioso rasgueo de una guitarra. Hace años yo traté de librarme de él y pasé de las mitologías del arrabal a los juegos con el tiempo y con lo infinito, pero esos juegos son de Borges ahora y tendré que idear otras cosas. Así mi vida es una fuga y todo lo pierdo y todo es del olvido, o del otro.

No sé cuál de los dos escribe esta página.

Fotod dos Aguilares no encontro de São Lourenço!


Artemisa, um mano novíssimo de são Lourenço ainda sem nome, Amaloa, Rosário, Florência, Zulma, Sofia, Ludmila, Diana Ma, Quimey, Belladona e Valentim.

domingo, 22 de março de 2009

Cinema Made in India

     Quem pensa que os Estados Unidos são os maiores produtores de filmes para cinema do mundo, está enganado! É verdade que em superioridade técnica, os americanos são indiscutivelmente superiores, porém, em número de produções, a Índia é disparado o maior mercado cinematográfico do mundo. Assim, inspirado em Hollywood, na índia existe o que é comumente chamado de Bollywood, a hollywood indiana!
     Aqui vai um trecho de um filme que eu adoro. Como vão perceber, uma característica marcante dos filmes bollywoodianos é a dança e a música. Quase tudo é passado através de narrativas musicais, cheias de detalhes e dancinha engraçadas. Voilá!


sábado, 21 de março de 2009

Fernão Capelo Gaivota

Lembrei de um livro que li na minha adolecência... Lembro, se não me falha a memória, que Fernão era uma gaivota incomum, que se surpreendia com o poder de fazer mudanças na forma de vida do sua família de gaivotas a partir de seus vôos, lembro de seu entusiasmoo por todos os tipos de vôos e pela sua tristeza em relação à mesmice mecânica com que as outras gaivotas voavam... e, Fernão consegue que os outros se apaixonem por voar quando eles sentem que têm força e coragem juntos, como uma família mesmo...
Deixo aqui algumas frases, em homenagem a essa família de gaivotas que somos, irrdiando para que alcemos vôos diferentes, ousados, alegres e que juntos possamos irradiar cada vez mais para a união, a confiança e o amor mútuo...

"Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu".

Quando souberem deste acontecimento - pensou- ficarão doidos de alegria. Como vale a pena agora viver!Podemos sair da ignorância, podemos ser livres, podemos aprender a voar...

Esta poesia é de Vanderlino Arruda

FERNÂO CAPELO GAIVOTA

Superfície azul do céu,
asas em curva de dores,
Fernão Capelo levanta e voa,
porque voar é importante,
mais que comer e viver.

Caro é pensar diferente,
viver em infinitos,
voar dias inteiros
só aprendendo a voar.

Gaivota que se preza
tem de sentir as estrelas,
analisar paraísos,
conquistar múltiplos espaços.

Gaivota que se preza
precisa buscar perfeição.
Importante é olhar de frente,
em uma, em dez, cem mil vidas.

Para Fernão nada é limite:
voa, treina, aprende,
paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito,
o caminho é nas alturas!

terça-feira, 17 de março de 2009

Curso de Tarô - Veet Pramad

     Lá vai o Cristiano, com suas dicas de livro... Até parece que eu leio muito, hahaha! Pois sim, meus amores. Estava lendo o Curso de Tarô e seu Uso Terapêutico, de Veet Pramad, e me surpreendi com textos bem mais profundos do que eu estava habituados em "manuais de tarô". Na verdade, o livro vai bem além disso, o que me deixou satisfeito. Uma passagem do capítulo 2, A Grande Viagem - O Caminho da Vida, se encaixou como uma luva nos ensinamentos de nosso querido Maestro nesses 21 dias. Eis aqui a passagem que me deu vontade de pular e vir postar aqui no blog:

     "Da mesma maneira que uma semente tem em si todos os elementos para se transformar em árvore, precisando apenas de água e terra fértil, o recém-nascido é um ser perfeito, integrado e completo, que se desenvolve a partir de uma estrutura energética central nos aspectos físico, emocional e mental e de um átomo divino no plano espiritual. Nada está faltando. A verdadeira sabedoria está dentro do bebê. Não é preciso embuti-la e não é necessário educá-lo. A escola e a universidade são apenas detalhes informativos, frente ao Amor insubstituível, para afirmar-se, para desenvolver seus potenciais, para desabrochar, para lembrar o que já sabe.
(...)
     "Depois, o neonato vai mamar, relacionar-se e comunicar-se, gritar de alegria, de fome ou de frio, descobrir pouco a pouco o que o rodeia, concretizar arroubos de sua imaginação, vai criar, transformar uma lata em um tambor, vai descobrir seus limites e tentar superá-los; isto é, vai sair de seu espaço interior para agir no mundo exterior.
"(...)[Também há] aqueles momentos em que este fica quieto, tranqüilo e silencioso; às vezes, com os olhos bem abertos como se enxergasse através do que olha um mundo que está além da visão dos adultos, talvez em outro tempo, talvez interior; ou então chupando dedo, totalmente receptivo e conectado consigo mesmo, talvez compreendendo intuitivamente tudo o que acontece. Nesses momentos, a criança nos surpreende com uma expressão de serenidade e sabedoria que apenas os iluminados conseguiram resgatar."


     Nada mal, hein?

sábado, 14 de março de 2009

meditação na casita, dos 21 dias...


zulma, amanda luz, freya, ludmila e belladona

A Lua e o Homem (por Sarada Devi)

    
     "Mais uma vez observando a lua cheia, desta vez entre muitas nuvens, pode-se perceber o quanto somos parecidos com esta presença no céu que encanta... O quanto misteriosos somos...   Todo mundo tem mistérios. Ou pelo menos as pessoas interessantes. Nada mais chato que alguém mapeado, retilíneo, constante...  Não há muito o que aprender com quem nunca se arriscou. Nada a dividir com quem jamais saiu da segurança do previsível. 
     "O  que desperta e suscita o encantamento não é a simpatia avassaladora ou a educação exemplar. O que faz nascer o encantamento é a falta de obviedade. Não é à toa que os mitos não nascem de águas cristalinas mas sim da dualidade, da pouca incidência de clareza. 
  "Somos inerentemente fascinados pelo que não entendemos, amamos o desconhecido com um amor tão lancinante quanto arriscado,  por isso mergulha-se à noite... E só quando ultrapassamos a barreira do familiar, do seguro, é que nos tornamos verdadeiramente pessoas. Menos ingênuas, mas completas. Um tanto inescrutáveis, o que pode incomodar os mais rasos,  mas infinitamente mais interessantes.   Ter mistérios é efeito de viver intensamente, a prova de que a realidade pode ser muito mais significativa do que nossos forçados sorrisos de bom-dia, o escritório claustrofóbico, o saldo negativo. 
     "É ter coragem de arcar com o peso de ser único e encantador, independentemente de nossos atos serem louváveis ou não. Porque quem não se arrisca, não erra mas também não vive; apenas desperdiça o sagrado tempo que deveria ser aproveitado com paixão e encanto. Apenas caminha, sem deixar pegadas, sobre os dias, rumo à morte. 
Vamos continuar... correndo o risco de estar VIVO!"

Beijos lunares,

Sarada Devi, encantada com a Lua e com o Homem, Aguilar

Sarada Devi, iluminada! 

Quem leu seu texto na lista do Clã certamente não escapou ileso. Que bonito, hermana! Me tocou tanto que já ia responder, quando a Comadre comentou comigo que tinha adorado também... Não resistimos e colocamos aqui no blog, para que todos leiam e se identifiquem. Ainda mais tratando-se de Aguilares, que certamente entendem desse assunto: mistério. Quantas vezes por dia percebemos o desconhecido? Quantas vezes tememos? E quantas vezes mais nos surpreendemos conosco e com o Universo? Muito obrigado, Sarada!

Cristiano

PS: Comadre mandou recadinho: "Sarada... sempre trazendo a minha emoção, tua sensibilidade. Amo tua maneira de sentir... Obrigada irmã."

quarta-feira, 11 de março de 2009

Aguilares na lua cheia em Pelotas!





artemisa, amaloa (com augusto), evita, ludmila, amanda luz e belladona

Mãos de Luz e o Neném Sagrado!

      ¡Hola, muchachos y muchachas!
     Ontem à noite estava lendo mais um desses livros maravilhosos que fazem com que sintamos que tudo é uma coisa só e senti vontade de compartilhar com todos vocês -- principalmente nesse contexto de 21 dias, em que o ayllu mais parece uma maternidade! O livro se chama Mãos de Luz e foi escrito por Barbara Ann Brennan.
     No capítulo 3 do livro, a autora discorre sober a importância de ouvirmos os sinais -- o que ela chama de orientação -- que, quando não ignorados, nos guiam em direção a uma existência mais una e amorosa. A forma mais simples de orientação, segundo ela, é o desconforto, que pode se manifestar em qualquer nível humano: físico (dor, por exemplo), emocional, mental ou espiritual. Todo desconforto, portanto, é uma mensagem do quão desalinhado você está com o seu verdadeiro eu. Ao darmos ouvido à orientação, estamos ouvindo a voz do nosso mestre interior. Aqui vai o trecho desse capítulo que me fez pensar, de imediato, em todos vocês, companheiros de jornada:

    "(...) Não é tão fácil assim realizar essas mudanças. Cada nova mudança é um desafio. Parece que cada vez que tenho estabelecida uma vida "segura" chega a hora de mudar -- e, portanto, de crescer. O que virá depois, realmente não sei, mas sei que serei guiada a cada passo do caminho.
     "Existe no interior de toda personalidade humana uma criança. Todos podemos lembrar-nos de como era ser criança, sentir a liberdade interior da criança e experimentar a vida de um modo simples. Essa criança interior é muito sábia. Sente-se ligada a toda a vida. Conhece o amor sem fazer perguntas. Mas é encoberta quando nos tornamos adultos e tentamos viver apenas de acordo com a nossa mente racional. Isso nos limita. Urge descobrir a criança interior para começar a seguir a orientação. Você precisa voltar à sabedoria amante, confiante, da sua criança interior para desenvolver a capacidade de recebê-lo e segui-lo. Todos ansiamos por liberdade -- e através da criança a lograremos. Depois de conceder mais liberdade à sua criança, você poderá iniciar um diálogo entre a parte adulta e a parte infantil da sua personalidade. O diálogo integrará a parte livre e amante da sua personalidadecom o adulto sofisticado.
     "(...)Isso o ajudará a soltar a realidade fixa e a ampliar a sua existência. Esse diálogo é uma porta para o maravilhoso. Descubra-o em você mesmo e alimente-o."
     Cristiano Aguilar

sexta-feira, 6 de março de 2009

Por inspiração de um nenê sagrado...

Deixo aqui um trecho de Mateus, cap. 6, da bíbila, uma linda e poética mensagem de simplicidade, valorização do coração e da humildade...
(...)
20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
22 A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;
23 se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
25 Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
27 Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
29 contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
32 (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.
33 Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

quarta-feira, 4 de março de 2009

o que não pode ser tocado...

Hoje, nesse agora, eu posso entender...
Hoje eu posso estender a mão e tocar o que não pode ser tocado...
Tocar o que não pode ser visto, tocar o que não está lá e que poucos podem ver...
Mas esses poucos não são poucos, são muitos...
São muitos mesmo, mais do que eu possa imaginar.
Hoje, uma criança falou com os olhos do que eu não posso ver, mas posso tocar...
Tocar de uma forma que nada pode ser tocado.
Não posso tocar com minha pele, nem com meus olhos.
A não ser que meus olhos estejam fechados para os gritos de minha mente.
O que eu entendo hoje só pode ser tocado com o sentir.
Eu estive dentro do círculo mágico da vida
E a vida me falou que eu sentisse para ver, sentisse para ser e
sentisse para despertar.
Hoje são muitos os que sentem, são muitos os que acordam e muitos os que vêem...
Mas eles ainda são poucos...
Poucos para realizar a revolução, poucos para cuidar da Mamita,
poucos para voltar...
Mas são muitos para que o começo aconteça, muitos para dar o primeiro passo.
Muitos que dia após dia acordam para o que não pode ser tocado...
Esta criança, que eu sou, esta criança sentiu medo, ficou cega...
E, sendo assim, como posso ajudar o outro a ver?
E a vida me falou dentro do círculo do que não pode ser tocado...
E comecei a me espreguiçar dentro do meu sono e percebi que a hora é agora!
Que eu preciso escutar e que eu sei escutar.
Que eu preciso ver e que eu sei ver.
Que eu preciso falar e que eu sei falar.
E todos nós podemos...
E que não importa como eu veja, como eu ouça, como eu fale...
O que importa é que eu faça!
O que tem que ser feito.
Que seja um carinho, um sorriso, que seja reciclar o lixo...
O que importa é que eu me permita sentir a mensagem da vida.
O que importa é que eu escute a Pachamama sussurrando baixinho
em meus ouvidos:
"Acorda filha, para o que não pode ser tocado, acorda a sentir o
rio da vida fluindo pelo teu corpo. Acorda minha criança para a
maravilha da existência que eu criei para ti e teus irmãos, acorda
e volta a mim... Volta".
Nós somos os anciãos do amanhã, estamos na sala de recuperação
saindo de uma mudança...
E nos recuperamos por que temos esta capacidade.
E isso não pode ser tocado...
Não importa que seja um trabalho de anos, podemos dizer uma
palavra e alguém acordará...
Por que somos poucos, mas a força que carregamos juntos
é um dos mistérios da vida...
Somos muitos por que estamos voltando à vida juntos...

Com imenso carinho
Ludmila

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Domínio do Amor

     Na madrugada do dia 1º de março, comecei a entender melhor como nós, seres de luz e amor, perdemos a inocência e nos transformamos em trambolhos adultos, inflexíveis, confusos, perdidos em nós e presos no todo.
     Apesar do meu primeiro dos 21 dias não ter sido nada perto do recomendado -- no que tange a alimentação e práticas, sinto que estou percorrendo o meu caminho de forma "correta", ou seja, sem culpa e com a naturalidade de uma criança. Pensava não estar, mas estou conectado. Digo sim.
     Caiu-me nas mãos, por recomendação da Comadre, um livro de um autor chamado Don Miguel Ruiz, um nagual, mestre de uma escola tolteca (povo que habitou onde hoje é o México). Tal ordem detém sabedorias que escaparam à destruição das civilizações mesoamericanas, há muito guardadas e somente agora foram compartilhadas com o mundo.
     Compartilho agora com vocês todos, um pequeno trecho do segundo capítulo do livro O Domínio do Amor, entitulado A Perda da Inocência:

(...)Criamos em nossa mente aquela parte de nós que está sempre julgando. É o juiz, que julga tudo o que fazemos, tudo o que não fazemos, tudo o que sentimos, tudo o que não sentimos. Nós nos julgamos o tempo todo, assim como julgamos as outras pessoas, baseados no que acreditamos e no senso de justiça e injustiça. É óbvio que nos declaramos culpados, merecedores de punição. A outra parte de nossa mente, a que é julgada e precisa ser punida, é a vítima. Esse lado de nós queixa-se: "Coitado de mim. Não sou bom o bastante, não sou forte o bastante, não sou inteligente o bastante. Porque haveria de insistir?"
Quando você era criança, não podia escolher as coisas em que acreditar e aquelas em que não acreditar. O juiz e a vítima nasceram de todas as falsas crenças que não foi você quem escolheu. Quando todas aquelas informações foram introduzidas na sua mente, você era inocente. Acreditava em tudo que o sistema de crenças punha dentro de você, como um programa criado pelo sonho exterior. Os toltecas chamam esse programa de parasita. A mente humana é doente porque abriga um parasita que suga sua energia vital e rouba-lhe a alegria. O parasita é feito de todas as crenças que fazem você sofrer. Essas crenças são tão fortes que, anos mais tarde, quando você assimila novos conceitos e tenta tomar suas próprias decisões, descobre que elas ainda governam sua vida. (...)

     Queridos, nessas semanas que se seguem, tudo é propício para entrarmos em contato com o nenê que somos e sentirmos o canto do Rouxinol. Vamos nos desnudar de tantas roupas que usamos diariamente para tudo e para todos. Vestes emocionais e máscaras protetoras específicas para cada situação, grupo, família, pessoas... O momento é fecundo, vamos limpar nosso jardim de ervas daninhas que sufocam-nos. Nós, eternas sementes de amor!

     Um grande beijo,

     Cristiano